quinta-feira, 19 de maio de 2011

OU HÁ DEMOCRACIA OU NINGUÉM COME

De uma vez por todas, que os políticos sejam portugueses senão, expulsemo-los de Portugal, a começar já com o voto que lhes podemos negar. Nenhum cidadão tem o direito de ser eleito representante político se não defender acima de tudo o interesse do seu país. Lembremo-nos do Conde Andeiro que foi lançado pela janela dos Paços por não defender os interesses  nacionais. Está na hora de contar espingardas e ao mesmo tempo tomar consciência de que se os socialistas traíram a nossa confiança, os comunistas deixaram correr, os bloquistas papaguearam e os sociais democratas andaram a comer das sobras e à espreita de lançar o bote. Não sou e nunca fui democrata social, porque a minha estirpe é humilde mas honra seja feita ao seu líder que, de boi em boi, foi-lhes sempre pondo os nomes e - submarinos àparte, pena é que não seja o líder do partido comunista, pois as mensagens que transmite são a favor da nacionalidade, da dignidade nacional e de uma classe social que por humildade não pode deixar de prestar vassalagem aos senhores do feudo.
Sejamos portugueses e se os poderosos se esquecerem disso, vamos lembrá-los que só há bancos se houver circulação de dinheiro e que só há dinheiro se houver trabalho pago e como o trabalho é a riqueza dos trabalhadores, se estes se recusarem a partilhá-la com os patrões, até estes mesmos acabam por não ter o que pôr na sua conta e na mesa e no futuro dos seus filhos. Não esqueçamos que para haver democracia é necessário que haja partilha justa - de deveres, mas também de direitos e de bens.
O rico que fique mais rico se isso lhe der alegria, mas nunca esqueça que é à custa do trabalho dos outros que o consegue e só um burro come os rebentos da palha que o há-de alimentar com fartura.
Portugueses: vamos negociar com os patrões, saber se eles querem o dinheiro do FMI ou o trabalho dos seus operários, porque quanto consigo contabilizar, o dinheiro não vai chegar para todos e, logo, quem vive do trabalho, patrões e assalariados, vai continuar a depender dessa relação e não das tranches da Europa.
Vamos defender o nosso pão, o nosso trabalho, as pescas e as indústrias, o leite dos nossos filhos e dos nossos netos.
Quem não entender a mensagem que me pergunte, porque eu tenho a receita milagrosa para a crise portuguesa - O VOTO É MEU ATÉ EU DECIDIR GASTÁ-LO E ESTAMOS EM TEMPOS DE POUPANÇA.
O VOTO REPRESENTA PODER. VAMOS REFLECTIR SOBRE O QUE FAZER COM ESTE PODER INDIVIDUAL E INTRANSMISSÍVEL.