sábado, 28 de junho de 2014
OS PARTIDOS
Quando um filho casa o pai procura sempre que ele encontre um bom partido, sempre foi assim. Quando o filho se divorcia muitas vezes o pai desabafa dizendo: quando casou antes lhe tivesse partido os cornos.
Partidos, políticos, não há quem lhos parta nem quem os mande para o raio que os parta.
Então vamos raciocinar juntos.
Neste momento assistimos a uma reacção fraturante entre facções no Partido Socialista. A ponto de as bases poderem decidir o futuro do Partido. Ao decidirem o futuro do partido estão também a decidir o seu.
Suponhamos que acontece uma coisa semelhante à abstenção nas Europeias: ficam os mesmos à sopa uns com os outros.
Agora vejamos o que aconteceria se "de repentemente" houvesse uma filiação em massa nos Partidos de Esquerda, a saber, Partido Comunista, Partido Comunista e Partido Comunista. Ao aperceberem-se de um crescimento, por dentro, da única oposição de esquerda em Portugal, ai que dor ai que dor de barriga, ou seja, que diferença fazia ser o PS Segurista ou Costista. Sem dúvida que a Direita partia-se aos pedaços e o PS ficava mesmo ao Centro, como gosta, isolado. Sócrates demitiu-se, que acham vocês que acontecia a Seguro? Já de Costa não tenho certezas.
Ponto de situação.
Quem achar que encontra à Direita a protecção dos seus direitos e dos seus interesses, que saia do PS. Quem achar que só à Esquerda se sente protegido da dureza do Capital, saia do PS. Sobra o quê?
E então o que é que acontece? O PC cresce, porque o Bloco já não faz nada. O PSD perde amigos do PS e o CDS perde os enganados e, numa manta de MES e outros mini partidos, ficam aí uns 38% de eleitores divididos ao Centro, com vergonha de se assumirem. Sobra o quê? 20% para o PC, 15% para o PS e é preciso ir ao MPT, ao MES e a outros que tais comprometer mais 15% para governar. Ora aí está! A Direita passa à clandestinidade os partidos que não se revêm nem no 25 de Abril nem na Constituição e resta aquele valor fundamental para iluminar as mentes, de que somos um país com tradições conservadoras, respeitadoras da propriedade privada e do capital ao serviço da sociedade, mais 12%.
Ora aí está a fórmula do progresso para Portugal: 20% + 15% + 15% + 12% = estabilidade governativa. E quem manda? O voto dos eleitores e não nenhum partido. Como? Por dentro de cada Partido, os filiados vão dizer não às crostas, vão exigir rotatividade e não lugares cativos e só permanece liderante quem convencer pelos resultados.
É isto, uma revolução por dentro dos partidos políticos, tal como sempre deveria ser, por directas.
Vamos trabalhar, vamos filiar-nos, estamos a tempo de mudar o painel político, temos mais de um ano.
Força rapazes! É vosso o futuro!
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