domingo, 3 de janeiro de 2016

FELIZES OS QUE VÃO PODER VIVER MAIS ESTE ANO

Ano Novo! Todos ou quase, celebramos a entrada em cada ano com a esperança renovada de que agora é que nos vai sair o euromihões, o nosso clube vai ser campeão, os nossos amigos e as outras pessoas que amamos vão durar mais um ano nem que seja só para nos olharmos nos olhos e... Quase todos fazemos votos para que os políticos que governam o mundo melhorem apenas um pouco e se lembrem de nós fora da campanha eleitoral. Nem todos os votos se cumprirão, as mais da vezes nenhum. E a pergunta que faço é, então em vez de desejar celebrar a entrada no Novo Ano porque não ignorá-lo? Simplesmente ir à cozinha rasgar o calendário velho e colocar o novo, assinalar os feriados e as pontes, prever as férias e ver em que dia da semana é o nosso aniversário; beber uma taça de qualquer coisa e dizer uns para os outros - "lá vamos nós outra vez!". Esperança era uma gata que viveu em nossa casa durante dois anos. Apenas dois anos e morreu! Até os optimistas têm consciência da irreversibilidade dos acontecimentos que mais apoquentam as nossas vidas: corrupção na política, baixos salários, injustiças e guerras e o aumento do custo de vida. Não há esperança! Morreu aos dois anos! Se fosse suposto vivermos com alguma esperança dar-nos-iam sempre um pouco mais do que aquilo que nos tiram. Pelo contrário, quem lidera precisa de nos manter deprimidos e de quando em vez agita o quotidiano com truques de magia, iludindo a nossa percepção de que tudo está na mesma com promessas de mudança. Promessas! A esperança baseia-se em meras promessas. Esta é a fórmula. Todo aquele que atinge objectivos, ou teve sorte ou trabalhou para isso e esperança ou promessas não fazem parte do seu vocabulário porque por aí nunca lá chegariam. Por isto a minha mensagem para 2016 é a que segue. Se estão fartos dos maus políticos não votem neles e candidatem-se. Se ganham mal vão à caça e não fiquem sentados a moer. Por cada injustiça constatada recorram e prestem ou peçam solidariedade. E sempre que os preços aumentem comprem menos e vão vê-los baixar. Felizes daqueles que neste Novo Ano ainda estão vivos e com saúde!

3 comentários:

  1. Concordo mas devemos arranjar uma nova esperança

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  2. Concordo mas devemos arranjar uma nova esperança

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  3. A minha nova Esperança chama-se Barbie Nina, era siamesa esta é persa... O mal é confundir-se ter esperança com acreditar. A diferença está na postura intelectual: quem espera conforma-se e quem acredita protesta quando o político mente. Abraço convicto.

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