Começaram a correr notícias sobre a acusação formulada no processo de rapto do RUI PEDRO MENDONÇA.
O espantoso é que ninguém queira especular sobre a existência ou não de crime, porquê e quem será realmente o culpado.
Sabem porquê? Ninguém quer saber disso para nada: importante mesmo é fazer política chafurdeira e cuscovilhice vulgar sobre a eficácia da justiça.
As pessoas, mesmos as públicas, esquecem-se que cerca de 80% dos crimes não são esclarecidos, alguns casos especiais tiveram desfechos tardios ou nunca foram devidamente esclarecidos, como o atentado contra Sá Carneiro, a morte do Padre Max, o caso Ferreira Torres e por aí adiante.
O importante seria colaborar para a descoberta da verdade e nos casos de crianças desaparecidas e até mesmo de qualquer outra pessoa, que se investisse, social, policial e judicialmente para o mais rápido esclarecimento das causas para esse corte abrupto e imprevisível de uma relação social.
Ninguém disse ainda que a par do direito de dispôr da sua liberdade qualquer cidadão tem também deveres de cidadania, para com os amigos, familiares e até mesmo para com o Estado. Afinal de contas, a sociedade investe em cada um de nós para retribuirmos para a comunidade, como filhos, pais, irmãos, ou simplesmente cidadãos. Esta leitura sobre um tão específico conceito de justiça, o direito de ser ou não ser encontrado associado ao discutível dever de ser ou não ser procurado, entronca no contraste de ser ou não ser presumido crime qualquer um desaparecimento para desencadear uma verdadeira investigação oficial.
Perdoem a bizarria do escrito, mas adorava confundir esses cerebrais que aconchegam na cuscovilhice e na chafurdice a sua falta de consciência de dever social para com um fenómeno muito mais grave que os incêndios nas florestas - vidas que não se salvam com helicópteros e aviões.
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