Estamos à deriva, entre recreações políticas e venda de dívida pública a juros de usura. Pobres de nós, que ainda vamos ficar sem Trás-os-Montes, sem o Vinho do Porto e sem a cortiça e o azeite.
Já vendemos o porco-preto a Espanha e o turismo do Algarve aos ingleses, holandeses e alemães.
Porque será que o Governo de Portugal não vende o Palácio de Belém e o de S. Bento? O Presidente da República podia ir morar para a casa dele e a Assembleia da República podia reunir na FIL ou noutro sitio qualquer - para os resultados habituais não se notaria diferença. Ou então que fossem todos para o Parque Mayer ou para a Feira da Ladra. Há portugueses de muito mais valor, picheleiros, padeiros, agricultores, pescadores, que vivem muito pior e ainda por cima só têm a tasca ou a sede da ssociação receativa para falar alto, dizer disparates e insultar-se.
Pobres de nós que viajamos nesta jangada à espera de naufragar.
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