Os deputados da oposição decretaram uma greve sem termo a ter lugar no próximo dia 10 de Junho, como forma de forçar o Presidente da República a dissolver a Assempleia por falta de representatividade democrática.
Os deputados da oposição inicialmente pensaram em demitir-se do cargo e desta forma colocarem a maioria a falar para a SACOR até o Presidente da República se sentir envergonhado e mandá-los calar, mas o problema seria perderem a remuneração definitivamente e interromperem a contagem de tempo para acesso à aposentação e à subvenção.
Por isso e depois de terem esgotado todos os argumentos razoáveis para convencer o Presidente da República a exercer o seu cargo, decidiram começar uma greve de zelo, sentando-se de costas para a bancada do Governo e para a Presidente da Assembleia, juntamente com um voto de silêncio. Como houve quem interpretasse esta greve como sendo ilegal do ponto de vista ético, optaram por se levantarem e saírem da sala para os lavabos sempre que houvesse lugar a uma votação. Também não colheu.
Democraticamente e por unanimidade, então a Oposição, em boa hora, decretou a greve a iniciar-se no Dia de Portugal - dia 10 de Junho - informação para a Maioria, sem data de termo. O Dr. Paulo Portas, enquanto Presidente do CDS-PP, solidarizou-se imediatamente com este acto bélico, por ser heróico e ter como principal objectivo defender a Nacionalidade. A Oposição acredita que outros deputados do CDS sigam o seu líder, como homenagem a todos os idosos que vivem das suas pensões e que votaram neles por convicção de que eram o garante do respeito pela sua velhice.
Um idoso teve mesmo a coragem de arrumar a sua habitação para arranjar espaço para acolher algum dos deputados do CDS que, estando prestes a atingir o limite de idade e ao passar à situação de aposentado não disponha de pensão suficiente para viver sozinho. O T2 ficou modesto em espaço, mas à disposição caso os cortes continuem ou venha mesmo a ser extinta a pensão de reforma.
Vergonha é uma palavra que estará sempre associada à honra: sem esta não há aquela.
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